Das músicas que encontramos pelos algoritmos e quando seus clipes são uma obra de arte à parte. Digo isso porque estas indicações do YouTube conseguiram prender minha atenção para o conjunto da obra com músicas e imagens que contam histórias. Então, vamos lá:

Of Monsters and Men – Little Talks

Of Monsters and Men é uma banda islandesa de indie folk e seus clipes são verdadeiras obras de arte, especialmente as animações e este é o meu preferido. Fui pesquisar sobre e encontrei todo o processo criativo feito pela WWM Productions. O clipe narra a aventura de cinco marinheiros no céu que encontram um meteoro de cristal com uma criatura feminina mística que está perdida. Uma jornada épica por mundos fantásticos começa para levá-la de volta ao seu povo.

As gravações foram realizadas na Islândia em suas paisagens de gelo paradisíacas. A ideia é que a fábula mística inspirada neste país como um mundo fantástico seja construída em torno dos seis membros da banda. O elenco são os rapazes: Ragnar, Árni, Kristján, Arnar e Brynjar como os marinheiros e Nanna, a vocalista como o ser mágico.

A música é inspirada em duas pessoas que se amam mas não conseguem se ouvir, e também em uma casa em que Nanna morou.

Vance Joy – Riptide

O australiano Vance Joy (seu nome artístico) começou a fazer a música “Riptide” (maré de retorno) em 2008 após conhecer uma garota que disse trabalhar como assistente de mágico. Com essa resposta e sem saber o que dizer, o músico começou a compor os primeiros versos do que seria a canção. Mas foi só em 2012 que conseguiu terminar a letra quando a melodia em ukulele chegou até ele. A partir daí, a música surgiu como se estivesse guardada em sua consciência.

O vídeo foi dirigido pelo colombiano Dimitri Basil e pela romena Laura Gorun (que interpreta a cantora no clipe). O que me chamou a atenção é que várias imagens do vídeo contrastam literalmente com a letra da música. Enquanto muitos evitam serem tão literais, a aposta dos diretores foi justamente o oposto, ser o mais literal possível. E deu certo pela letra ser tão absurda.

Son Lux – Easy

Uma mistura de pop rock e hip hop alternativo com pegadas eletrônicas é a proposta de Ryan Lott (Denver, Colorado) em seu projeto Son Lux. Com a música minimalista, o clipe alterna entre a narrativa das memórias de uma senhora e seus desenhos de mulheres amarradas com cordas. As cenas de bondage são incríveis. Todo em preto branco e com estética noir, a direção é assinada por David Terry Fine.

Alt-J – Something Good

Essa banda entrou para os meus vícios musicais recentes. Foi difícil escolher entre os clipes de Alt-J pois são todos muito bem produzidos: Taro, Breezeblocks, Matilda, entre outros. Mas, Something Good entrou definitivamente para minha lista de músicas e clipes preferidos.

A banda de rock alternativo nasceu em Leeds na Inglaterra e é formada por Joe Newman, Gus Unger-Hamilton e Thom Green. O som incomum é devido ao fato de que ensaiavam em seus quartos da Universidade Metropolitana de Leeds e por isso precisavam manter o volume baixo.

Something Good é a epopeia de um toureiro que se depara com a morte em plena arena. O clipe enfoca nos detalhes, cadeiras voando, o chifre que entra no toureiro, o pulo que dá no ar ao ser atingido. Enfim, o que seria um movimento rápido e trágico se transforma em poesia e arte com imagens desaceleradas.

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Marianna Marimon, 30, escritora antes de ser jornalista, arrisco palavras, poemas, sentidos, busco histórias que não me pertencem para escrever aquilo que me toca, sem acreditar em deuses, persigo a utopia de amar acima de todas as dores. Formada em jornalismo (UFMT) e pós-graduação em Mídia, Informação e Cultura (USP).

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