Cuiabá é uma cidade marcada pela religiosidade e boa parte dos bens culturais do passado encontram-se salvaguardados no Museu de Arte Sacra de Mato Grosso. No mês repleto de eventos que celebram o aniversário da cidade, o MAS-MT volta a destacar as peças do acervo permanente na exposição “Imaginário Restaurado da Antiga Catedral Senhor Bom Jesus de Cuiabá”.

De terça-feira a sábado, das 9 às 17 horas e aos domingos, das 9 às 13 horas, o visitante aprecia itens que contam a história da religiosidade mato-grossense do século 17 até o século 20. Peças em madeira e gesso que passaram por processo de restauro e estavam na igreja antes de ser demolida, constituem o acervo composto por oito, sendo a mais antiga delas – a de São Miguel Arcanjo – e São João Batista em duas versões, em madeira no estilo barroco e em gesso, no estilo neoclássico, além de São Jorge, do século 19.

sao miguel arcanjo (1)
São Miguel Arcanjo

A Catedral Basílica Bom Senhor Jesus de Cuiabá, outrora Igreja do Senhor Bom Jesus de Cuiabá, fora construída de pau-a-pique e coberta de palha no ano de 1722, pelo capitão-mor Jacinto Barbosa Lopes, após Miguel Sutil ter descoberto ouro no córrego da Prainha no mesmo ano.

Feita sobre um altiplano e com a frente voltada para o córrego da Prainha, o templo é uma homenagem ao Senhor Bom Jesus de Cuiabá, padroeiro da atual cidade de Cuiabá. Entre 1739 e 1740 o prédio fora reconstruído em taipa de pilão pelo padre João Caetano. Ao longo dos anos sua estrutura sofreu algumas alterações. Dentre elas o levantamento de uma nova Capela Mor na Igreja Matriz em 1740.

Quinze anos mais tarde houve a elevação da primeira torre, porém esta veio a ruir e em 1771, frei José de Nossa Senhora da Conceição obteve sucesso ao edificar a torre, na qual fora acrescentado um relógio no ano de 1842 e após vinte e nove anos os sinos foram adicionados. Todavia a Catedral Basílica Bom Senhor Jesus de Cuiabá foi implodida em 14 de agosto de 1968 e em seu lugar fora construído um templo novo, de concreto armado e inaugurado em 24 de maio de 1973.

O Museu de Arte  Sacra é administrado via contrato de gestão entre a Secretaria de Estado de Cultura e a Associação Casa de Guimarães. A entrada custa R$ 2, de terça-feira a sábado e aos domingos, é gratuita.

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