Por Bia Marques*
A rotina doida corrida permitiu a leitura do Vol. I de Fábio Brum. Prefácio de Cassiano já me acerta em cheio, bem no meio da testa. More and Betterblues podia ter saído da minha mente doentia. A página 28 me garante que estou pronta, “porque tem uma hora que o bicho vai pegar”. Me vi em Cuiabá e lembrei das coisas bárbaras de boas que só me acontecem por lá. E quem nunca chutou um balde (ou um espelho retrovisor) pra ter um pouco de paz? No fim das contas, vamos indo…
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Fábio Brum

O caso é que conheço Brum desde meus 18, 19 anos. Cheguei perto porque ouvi uma guitarra ao longe solando um blues num começo de noite desse matão do sul, foi ali que (amanhecendo com a banda no buteco) ganhei a primeira das incontáveis caronas que ele me deu enquanto morou em Campão (a mais memorável foi pra Sampa, no show dos Rolling Stones em 1995). Uma história de décadas que tem riso à beça, litros de lágrimas e todo tipo de etílicos, a melhor trilha sonora e, sem dúvida, a mais despretensiosa das minhas amizades.

fullsizerender-1Por mais que tente manter a fama de mau, Brum é um carabacanapracaralho, com guarita certa no lado esquerdo do peito e permanece, entre solos de guitarra, porres antológicos, abraços fortes, riso maroto quando a gente se esbarra por aí em encontros ocasionais e sempre bons.
De uns tempos pra cá soltou a voz junto com os dedilhados impagáveis e, pra arrematar, me aparece com seu primeiro livro.
Tô esperando os próximos. Vê se num demora! fã.com/prasempre
*Bia Marques é gestora e agitadora cultural, mora em Campo Grande (MS) 

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